Infância roubada

 

“Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível ao coração”
Saint Exupèry

Mês de janeiro, período de férias escolares fui ao salão de beleza com minha filha que iria cortar o cabelo. Entramos na sala e me deparei com uma menina, que não tinha mais que 10 anos, sentada na cadeira para alisar o cabelo.

Ela tinha um cabelo volumoso e estava bastante embuchado. A cabeleireira ainda não tinha começado o procedimento de alisamento, estava apenas desembaraçando e a menina já chorava de dor e querendo saber se já estava terminando.

No que a mãe informou que ainda não tinha começado, indagando se ela queria desistir, a menina balançou a cabeça negativamente se segurando para não chorar ainda mais.

Às vezes ainda me assusta a escravidão á qual as pessoas estão se submetendo para alcançar um padrão de beleza cada vez mais rigoroso, principalmente as crianças.

Fico imaginando o que faz uma criança de férias, deixar de brincar, para passar mais de quatro horas sentada numa cadeira tendo os cabelos puxados de um lado para o outro, e ainda por cima sentindo dor para ter os cabelos lisos.

Não condeno esses instrumentos para deixar a mulher mais bonita e de bem com ela mesma, até porque também, utilizo esses recursos. O que me choca é a idade com que essas meninas estão se submetendo a esse padrão de beleza e muitas vezes com incentivo dos pais e com o consentimento dos donos de salão.

Estão permitindo roubar a infância de nossas crianças por banalidades.

14/01/2016

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