Viva a imperfeição

 

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Você já parou para pensar quanto tempo o ser humano desperdiça se desgastando com coisas pequenas, bobas, insignificantes, mesquinhas e que não levam a lugar nenhum? E a infinita quantidade de vezes que as pessoas começam a discutir por bobagem e terminam se afastando uma das outras porque todos querem ter razão sempre e sair “vencedor”?

O que importa não é estar bem ao lado das pessoas que se ama, mas estar sempre certa doa a quem doer. Nessa rigidez o ser humano vai se tornando amargo, infeliz, sem tolerância se cobrando e cobrando dos outros atitudes de perfeição.

E por falar em perfeição as mulheres são doutoras, estão se submetendo cada vez mais à ditadura da perfeição. O corpo tem que está perfeito, o cabelo escovado sempre, o rosto sempre lisinho. Rugas pelos anos vividos, nem pensar, conta-se o tempo vivido pela quantidade de horas que se passa na academia, no salão de beleza, nas lojas acompanhando as tendências da moda, e na sala de cirurgia. Não para por ai, precisa também ser referência de mãe, profissional, mulher, amiga, esposa…… Cansei.

Numa época em que ser referência em qualquer coisa, está tão na moda percebo que nunca estive tão fora de moda.

Até pouco tempo atrás me cobrava muito, principalmente no papel de mãe. Depois de alguns anos de terapia e muita homeopatia me libertei de mim mesma, pois percebi que não sou só uma mãe, mas uma mulher imperfeita e isso me deixou muito feliz.

Ufa!!!!! Que alívio. Tirei dos ombros um peso que carregava não sei por que e nem pra que. Não ser referência de nada me deixou leve, livre e solta, pois não preciso provar nada pra ninguém, muito menos pra mim.

Faço o melhor que posso, ou sei, em cada momento, cada situação. Dou-me da melhor maneira, mas sou a imperfeição em pessoa. Como tudo na vida tem seu lado positivo, a imperfeição também tem suas vantagens.

Não há cobranças, expectativas, e culpa nem pensar, essa vai por água abaixo. Posso cometer erros, fazer algo ou deixar de fazer, dizer “não” sem me sentir pressionada, mudar de ideia de uma hora pra outra.

Ser imperfeita me dá a liberdade de ser quem eu sou de fazer as coisas do meu jeito até porque não vou servir de modelo para ninguém.

Não quer dizer com isso que não tenha obrigações. Tenho e muitas. Na maioria das vezes o meu dia está cheio e as cumpro de maneira cuidadosa. Também me cuido, vou ao salão, dou conta da casa, vou ao supermercado, trabalho fora e dentro de casa, dou assistência aos meus filhos e à minha mãe. Como qualquer outra mulher.

Só não permito mais me cobrar para agradar, muito menos abrir mão de mim mesma. Das coisas que me dão prazer, de poder fazer o que me deixa feliz. Não tenho mais preocupação de ter que me encaixar no padrão de supermulher, supermãe, superprofissional, superbonita, superantenada, superinformada…..

Às vezes me surpreendo com essa nova versão de mim mesma e acho uma delícia ser quem eu sou e me pego rindo à toa.

Viva a minha imperfeição e abaixo a minha escravidão.

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