Colcha de Retalhos

colcha de retalhos

Aqui estou eu de novo, tendo como tema a felicidade. É que pra mim é tão contagiante escrever sobre esse tema quanto é saber que ela está tão próxima de nós, mais do que imaginamos.
Para alguns a felicidade parece algo distante e irreal, que somente poucos são os felizardos com esse direito, enquanto o resto da humanidade está condenado a viver no sofrimento.
Outros ficam esperando uma fada madrinha aparecer para realizar todos os seus desejos e assim finalmente poder ser feliz.
Tem aqueles que acham que a felicidade está condicionada a acontecimentos futuros. Assim, serão felizes quando conseguirem um emprego melhor, quando casarem, quando tiverem filhos, quando os filhos crescerem, quando os filhos casarem, quando se separarem, quando se aposentarem e tantas outras coisas. Porém, não é capaz de sentir que a felicidade depende muito mais de cada um do que de acontecimentos externos.

Por falar em depender de nós, lembrei-me da letra de uma música de Ivan Lins e que traduz tão lindamente a simplicidade do que é a felicidade.

“Depende de nós, quem já foi ou ainda é criança
Que acredita ou tem esperança
Quem faz tudo pra um mundo melhor
Depende de nós que o circo esteja armado
Que o palhaço esteja engraçado
Que o riso esteja no ar
Sem que a gente precise sonhar….”

Assim como na letra dessa música, a vida me ensinou que com pequenas doses diárias posso construir minha felicidade e que depende muito mais de mim, do meu estado de espírito do que do outro, ou dos acontecimentos.
Aprendi que posso acordar e me sentir feliz por ter mais um dia para lutar pelo que eu quiser ou simplesmente me sentir infeliz por ter muitas obrigações.
Posso escolher cantar uma linda música enquanto tomo meu banho ou posso reclamar porque ainda estou com sono.
Posso sentir um prazer imenso em tomar meu café da manhã, ou comer sem nem sentir o sabor do alimento.
Posso sair com minhas amigas depois do trabalho e dar boa gargalhadas ou posso voltar correndo pra casa de cara amarrada.
Posso escolher o prazer de estar em minha companhia ou me lamentar por não ter companhia alguma.
Posso escolher colocar uma música e dançar até meu corpo se sentir exausto de prazer ou posso permanecer com meu corpo rígido como um carvalho.
Posso correr atrás dos meus sonhos ou ficar sentada me lamentando, achando que não vale a pena porque nunca vou conseguir.
Posso escolher fazer um programa romântico com o meu amor ou posso achar que já não tem mais graça, afinal já estamos casados há tanto tempo.
Posso somar essas pequenas coisas e outras tantas mais e construir minha felicidade assim como se junta pedaços de tecidos coloridos e se confecciona uma linda colcha de retalhos, ou posso achar que a vida é mesmo sem graça e que a felicidade não existe.
Seja qual for minha escolha, continua em minhas mãos.
E eu escolho fazer a mais linda e cheia de vida colcha de retalhos que sou capaz.

Para meu doce setembro (parte II)

 

doce setembro II

Você me olha com olhar de admiração e amor
E enxerga o que ninguém nunca enxergou
Minhas bochechas rosadas quando feliz estou
Minha fala dengosa
Você diz que sou toda prosa
Com seu jeito tranquilo e acolhedor
Mostra-me meu valor
Não importa meu humor
Se perco a calma
Você logo me acalma
Alegrando minha alma
Se feliz estou
Você se aconchega
Bem de mansinho
E curte meu sorriso encantador
Sorriso que brota da alma
Por alguém que me tem amor

Para meu doce setembro

doce setembro

Você chegou de mansinho
E minha vida transformou
Você chegou de fininho
E meu mundo iluminou
O que era tristeza
Virou beleza
O que era solidão
Transformou-se em gratidão
Você me diz que sou linda
E que sou sua menina
Mesmo quando acordo despenteada
E de cara amassada
Ainda assim sou sua menina linda
Você me chama de beija flor
Que trouxe pra sua vida brilho e cor
Todas as doçuras que na vida encontrou
No meu mundo você plantou