Segundo domingo de maio

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Quando criança ficava contando os dias para a chegada do dia das mães, era uma festa lá em casa. Éramos sete filhos e no sábado meu pai saia para comprar os presentes que cada um daria.

Ficávamos em casa esperando ele chegar para distrair minha mãe enquanto entrava no quarto com as compras sem ser visto. Depois corríamos para ver todos os presentes, na maioria itens para a casa como conjunto de copo, faqueiros, travessas. A gente achava o máximo.

No domingo pela manhã acordávamos cedo e ficávamos ansiosos esperando minha mãe chegar da missa. Quando ela chegava corríamos todos ao seu encontro e queríamos entregar os presentes ao mesmo tempo. Ela recebia sentava no sofá e ia abrindo um a um perguntando: quem me deu esse? E cada um respondia na sua vez. Era uma festa.
Depois dessa folia íamos tomar café, nessa data sempre tinha mungunzá e eu adorava. Ficávamos horas na mesa, uma delícia. Um dia com gosto de infância.

Crescemos e continuamos nos reunindo na casa de nossa mãe. A maioria além de filha é mãe também, e os nossos já cresceram. Continuamos comemorando essa data, porém não somente damos presentes, ganhamos também, muito embora o maior presente seja tê-los como filhos. Agora almoçamos juntos, mudança para se ajustar melhor à nova realidade já que não moramos mais na mesma casa. Continua sendo gostoso comemorar porque é uma das poucas datas onde todos os filhos se juntam e é sempre motivo para boas risadas.

A gente cresce e percebe que é uma data meramente comercial. Claro que podemos e devemos aproveitar e fazer deste acontecimento um momento especial, mas o que conta mesmo é o carinho, a atenção, o respeito, compreensão, amizade, gratidão e paciência no dia a dia com nossas mães, só assim poderemos fazer desse segundo domingo de maio um dia com gosto de infância.

Toda tristeza tem sua alegria

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Ninguém gosta de estar triste, ou ficar triste. Esse sentimento é visto como algo ruim. Mas por trás dele há boas lembranças, momentos de alegria e felicidade. O apego ao que já não está mais ao nosso alcance é que faz a gente sofrer.

O apego à infância, de quando a única coisa a fazer era viver o momento presente, sem preocupação, sem medo do futuro.

O apego ao cheiro de um bolo assando no forno do fogão à lenha com gosto de infância.
O apego aos momentos que não voltam mais

Tudo isso às vezes traz uma melancolia, que a gente chama de tristeza. Mas na verdade isso é saudade.

Tristeza mesmo é não ter nenhum sentimento por alguém, um vazio no peito, uma indiferença que faz a gente se sentir solitário, sem nenhuma importância.

Se você está triste é porque já foi feliz, viveu bons momentos, teve um grande amor, pessoas queridas ao seu lado e tantas outras situações que faz a gente se sentir amada, querida, importante e abençoada. Mas tudo na vida passa, assim como os bons momentos passaram, a tristeza também passa. E a gente descobre que é capaz de ser feliz de novo, de dar boas gargalhadas, de sonhar e realizar tantas outras coisas.

Por isso, vivamos o momento presente da melhor maneira possível, pois o amanhã nunca chegará.

Ditos Populares II

Depois que publiquei Ditos Populares, recebi um comentário de minha sobrinha fazendo referência a dois que tinha ficado de fora e que a gente escuta muito no nosso dia a dia. Pensei em incluir na lista já publicada, mas como tinha deixado de publicar vários, decidi fazer nova publicação e aproveitei para catalogar outros com uma amiga.
Minha amiga ficou de pensar e me enviar posteriormente pelo whats App. Para minha surpresa ela enviou não só os ditados, mas uma reflexão sobre como esses ditados influenciaram a vida dela.
Eis o que ela colocou:
“Você provocou em mim uma imersão no passado. Ocorreu-me que esses ditados ouvidos por anos a fio, especialmente nas fases da vida em que estamos mais influenciáveis (infância e adolescência) e por pessoas pelas quais tínhamos respeito, devem ter tido uma influência muito forte na nossa formação. Alguns deles se fossem ditos de maneira diferente talvez eu fosse outra pessoa hoje”.
Acredito sim, que esses ditados que escutamos ao longo dos anos tiveram influência nas nossas vidas tanto positivamente quanto negativamente, mas acredito também que era a maneira que nossos pais tinham de muitas vezes nos alertar prevenindo do mundo que nos aguardava fora de casa.
Com certeza também influenciamos nossos filhos, nem sempre de maneira positiva como gostaríamos, pois depende muito como cada um absorve o que ouve. Um mesmo ditado pode causar resultados diferente em pessoas da mesma família.
Cabe a cada um, tirar o melhor proveito dessa sabedoria popular que influenciou muitas gerações e que encontra guarida nos dias atuais.

Os comentários entre parênteses foram feitos e enviados juntos com outros ditos, pela minha amiga.

“Quem muito se abaixa o fundo aparece” (abaixo à submissão)

“Quanto mais alto, maior o tombo” (ditado pessimista. O que minha amiga ouviu e que a fez sentir medo de subir mais alto.)

“Quanto mais alto, melhor a visão” (ditado otimista. O que gostaria de ter ouvido)

“De boas intenções o inferno está cheio”

“Diga-me que ditados foram incutidos na tua cabeça que te direi quem és.”

“Uma mãe é para cem filhos, cem filhos não é para uma mãe”

“De pequenino é que se torce o pepino”

“Casa de ferreiro espeto de pau”

“Olho no padre, sentido na missa”

“Mais vale um pássaro na mão que dois voando”

“Sofrer para bonita ser”

“Quem dar ao pobre empresta a Deus”

“Quem cospe pra cima cai na cara”

“Uma pessoa prevenida vale por duas”.

“Deus dá o frio conforme o cobertor”

“O que os olhos não vêm o coração não sente”

“Em boca fechada não entra mosquito”

“Quem espera sempre alcança”

“Nem oito nem oitenta”

“Pra baixo todo santo ajuda”

“Apressado come cru”

“Quem tem boca vai a Roma”

“Uma mão lava a outra”

“Antes tarde do que nunca”

“Quem com ferro fere com ferro será ferido”

“Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”

“Antes só do que mal acompanhado”

“Devagar com o andor que o santo é de barro”

“Em terra de cego quem tem um olho é rei”

“Lobo em pele de cordeiro”

“Matar dois coelhos com uma cajadada só”

“Seguro morreu de velho”

“Para morrer basta estar vivo”

“Peixe morre pela boca”

“Quem cala consente”

“Quem está na chuva é pra se molhar”

“Quem diz o que quer, escuta o que não quer”

Que cada um saiba tirar o melhor proveito desses ensinamentos.

Simples Assim

pontualidade I

Fui a uma apresentação do Festival Sergipano de Artes Cênicas, uma oportunidade maravilhosa para artistas mostrarem seu trabalho e para a população que nunca tem chance de ir ao teatro, já que é a entrada franca.

Assisti a um monólogo maravilhoso sobre a vida de Billie Holiday, uma lenda no jazz. Mas o que quero ressaltar é algo que prezo muito. A pontualidade. Acho fantástico quando vou para uma apresentação, festa, casamento, seja lá o que for e o horário é cumprido. Foi o que aconteceu nesse espetáculo. Parabéns.

Mas infelizmente, no nosso país, é algo difícil de ser respeitado. Já fui pra shows onde o artista atrasou quase uma hora. Inadmissível. Fico horrorizada com tamanha falta de respeito. O artista se comporta como se estivesse fazendo um grande favor em se apresentar. Quando a situação é inversa, ele só está ali por causa do seu publico que está lhe prestigiando e que merece muitíssimo respeito.

Hoje me recuso a ir para um show quando sei que o artista tem a péssima mania de atrasar. Ora, o meu tempo é tão precioso quando o dele então porque vou desperdiçá-lo esperando por alguém que não está me valorizando?

Amo ir aos shows da cantora Maria Bethania – além de ser sua fã – ela é religiosamente pontual, o que aumenta ainda mais minha admiração. Ela sim saber valorizar e respeitar seu público.

O que deveria ser uma atitude normal – o artista cumprir com o horário marcado, até porque foi determinado por ele e sua equipe – hoje é tão raro que os que cumprem tornam-se referências.

O inverso infelizmente também acontece. O show começar na hora marcada e as pessoas chegarem atrasadas e ficam passando na frente de quem está assistindo, fazendo barulho, acendendo a lanterna do celular para procurar um assento. Além de desrespeito ao artista atrapalha quem chegou no horário.

Infelizmente nós brasileiros não esperamos somente quando vamos a um show, pelo contrário, isso acontece na maioria das situações. Consultório médico é um desrespeito total. São horas de espera e muitas vezes quando chega sua vez, o médico mal olha pra você. Sem contar filas em banco, supermercado, cinema e por ai vai.

No quesito pontualidade pareço mais britânica que brasileira.

Esse sempre foi um carma na vinha vida. Esperar, esperar e esperar mais um pouco. Desde a época da faculdade nos tais trabalhos em grupo ou quando saio com amigas. De tanto esperar infelizmente estou começando a aprender a ser brasileira.

Cansei de ficar mais de quarenta minutos sentada numa mesa de restaurante esperando a galera chegar. Hoje só saio de casa quando alguém confirma que também já está indo para o local combinado.

Chega de tanto esperar. Vamos valorizar e respeitar nosso tempo que é muito precioso.

Simples Assim

Ditos Populares

Desde pequena sempre escutava minha mãe explicar os acontecimentos da vida com ditados populares. Na época quase nunca entendia o que queria dizer ou achava nada a ver. Hoje percebo a sabedoria que existe em cada um deles. Também gosto de usá-los, principalmente com meus filhos. Por isso cataloguei alguns com minha família e outros com amigos para compartilhar:

“Pé que não anda não dá topada”
“Quem bem fizer pra si é”
“Onde falta o pão todos brigam sem razão”
“Ver de perto pra contar o certo”
“Deus ajuda quem cedo madruga”
“Mais tem Deus pra me dar, que o diabo pra levar”
“Não há mal que sempre dure nem bem que sempre perdure”
“Quem sabe faz, quem não sabe ensina”
“Quem conta um conto aumenta um ponto”
“Quem desdenha quer comprar”
“Beleza não põe mesa”
“Quem ama o feio, bonito lhe parece”
“Criou fama, deite na cama”
“Quando a esmola é grande o pobre desconfia”
“O que não tem remédio, remediado está”
“Quem pariu Matheus que balance”
“Saco vazio não fica em pé”
“Muito ajuda quem não atrapalha”
“Fazer o bem sem olhar a quem”
“Mentira tem perna curta”
“Quem não se enfeita por si se enjeita”
“Não julgue um livro pela capa”
“O olho do dono é que engorda o boi”
“Quando um não quer, dois não brigam”
“Quem está na chuva é pra se molhar”
“Quem muito abraça pouco aperta”
“Quem beija a boca do meu filho, a minha adoça”

Esses são apenas alguns dos ditados que tanto ouvi e aprendi a gostar pelos ensinamentos que cada um traz em si.

(In)Decisão

 

Sempre tive dificuldades em fazer escolhas, hoje bem menos que há um tempo, mas, ainda assim em algumas situações comuns perco um tempão para decidir. E olhe que não é em relação a algo mais duradouro como a escolha da profissão, ou algo assim.

Tem dias que saio decidida a comprar roupas vou a uma loja e começo a provar tudo que gostei. Provo uma, duas, três vezes as mesmas. Ai chega o momento terrível. O que levar? Então penso, na dúvida melhor não levar.

Ou quando saio comprar um presente, só quero dar algo que tenha a cara da pessoa. Olho pra uma coisa depois pra outra fico imaginando se realmente a pessoa vai gostar. Bate a incerteza e a vendedora olhando pra mim e eu olhando pra um objeto e pra outro e muitas vezes não levo nenhum dos dois. Saio para procurar outra coisa. Isso é muito a minha cara.

Outra situação é quando estou fazendo a mala pra viajar e o clima está oscilando entre temperatura alta e baixa, sol e chuva. Fico olhando para um tipo de roupa, para outro, penso no sapato na sandália – sem contar a parte de acessórios. Prefiro arrumar a mala com antecedência porque numa situação dessas deixo pra decidir depois.

Escolher óculos é outro dilema. Boto e tiro os mesmos óculos váriaaaaaaaaas vezes. Chego até liberar o vendedor para atender outros clientes e fico provando um, provando outro e outro e outro. Até que o vendedor para se livrar diz: Se a senhora não se adaptar tem quinze dias para trocar. Ufa!! assim fica mais fácil decidir. Quando saio da loja ainda fica a dúvida martelando na minha cabeça. Será se esse ficou melhor mesmo? Até chegar em casa e esquecer os outros. Detalhe, nunca voltei para trocar.

Fico agoniada quando gasto minha energia e tempo com coisas que são simples de decidir. Pra uns né? Mas acontece, e não dá pra negar pelo menos pra mim, nem pra vocês agora.

Com essa história de ter o livre arbítrio, de ser responsável pelas minhas escolhas e pela minha vida às vezes brincava com minhas amigas dizendo que era bem mais fácil quando os pais decidiam tudo por nós até mesmo com quem íamos casar, assim não teríamos esse problema. Claro que isso tudo era apenas brincadeirinha.

Exagero à parte acho uma delícia ser dona e senhora das minhas decisões, mesmo com todo desgaste que é. Ás vezes dá uma canseira, mesmo assim não deixa de ser uma delícia ser a única responsável pelas decisões da minha vida.

Um brinde às nossas decisões que nem sempre são as melhores, mas ainda assim são nossas.

Amigo de si mesmo

Sou fã da maneira natural, leve e ao mesmo tempo transformadora com que, Martha Medeiros, escritora maravilhosa aborda os temas. Identifico-me muito, por isso decidi compartilhar esse texto que acho fantástico e que contribuiu para eu repensar vários aspectos da minha vida. Boa leitura e permita-se ser “Amigo de si mesmo”.

Amigo de si mesmo
Martha Medeiros

Em seu recém-lançado livro Quem Pensas Tu que Eu Sou?, o psicanalista Abrão Slavutsky reflete sobre a necessidade de conquistar o reconhecimento alheio para que possamos desenvolver nossa autoestima. Mas como sermos percebidos generosamente pelo olhar dos outros? Os ensaios que compõem o livro percorrem vários caminhos para encontrar essa resposta, em capítulos com títulos instigantes como Se o Cigarro de García Márquez Falasse, Somos Todos Estranhos ou A Crueldade é Humana. Mas já no prólogo o autor oferece a primeira pílula de sabedoria. Ele reproduz uma questão levantada e respondida pelo filósofo Sêneca: “Perguntas-me qual foi meu maior progresso? Comecei a ser amigo de mim mesmo”.

Como sempre, nosso bem-estar emocional é alcançado com soluções simples, mas poucos levam isso em conta, já que a simplicidade nunca teve muito cartaz entre os que apreciam uma complicaçãozinha. Acreditando que a vida é mais rica no conflito, acabam dispensando esse pó de pirilimpimpim.

Para ser amigo de si mesmo é preciso estar atento a algumas condições do espírito. A primeira aliada da camaradagem é a humildade. Jamais seremos amigos de nós mesmos se continuarmos a interpretar o papel de Hércules ou de qualquer super-herói invencível. Encare-se no espelho e pergunte: quem eu penso que sou? E chore, porque você é fraco, erra, se engana, explode, faz bobagem. E aí enxugue as lágrimas e perdoe-se, que é o que bons amigos fazem: perdoam.

Ser amigo de si mesmo passa também pelo bom humor. Como ainda há quem não entenda que sem humor não existe chance de sobrevivência? Já martelei muito nesse assunto, então vou usar as palavras de Abrão Slavutsky: “Para atingir a verdade, é preciso superar a seriedade da certeza”. É uma frase genial. O bem-humorado respeita as certezas, mas as transcende. Só assim o sujeito passa a se divertir com o imponderável da vida e a tolerar suas dificuldades.

Amigar-se consigo também passa pelo que muitos chamam de egoísmo, mas será? Se você faz algo de bom para si próprio estará automaticamente fazendo mal para os outros? Ora. Faça o bem para si e acredite: ninguém vai se chatear com isso. Negue-se a participar de coisas em que não acredita ou que simplesmente o aborrecem. Presenteie-se com boa música, bons livros e boas conversas. Não troque sua paz por encenação. Não faça nada que o desagrade só para agradar aos outros. Mas seja gentil e educado, isso reforça laços, está incluído no projeto “ser amigo de si mesmo”.

Por fim, pare de pensar. É o melhor conselho que um amigo pode dar a outro: pare de fazer fantasias, sentir-se perseguido, neurotizar relações, comprar briga por besteira, maximizar pequenas chatices, estender discussões, buscar no passado as justificativas para ser do jeito que é, fazendo a linha “sou rebelde porque o mundo quis assim”. Sem essa. O mundo nem estava prestando atenção em você, acorde. Salve-se dos seus traumas de infância. Quem não consegue sozinho, deve acudir-se com um terapeuta. Só não pode esquecer: sem amizade por si próprio, nunca haverá progresso possível, como bem escreveu Sêneca cerca de 2.000 anos atrás. Permanecerá enredado em suas próprias angústias e sendo nada menos que seu pior inimigo.

Mãos Talentosas

Recentemente assisti, pela segunda vez, a um filme lançado em 2009. Mãos Talentosas de Thomas Carter que conta a História de Ben Carson. O filme retrata a belíssima trajetória de um menino negro, pobre, filho de mãe solteira e analfabeta, desinteressado pelos estudos que vivia sem muita perspectiva, pois se achava burro e incapaz, além de ser discriminado pelos colegas por estar sempre aquém da sua turma.

Até que um dia sua mãe se deparou com uma vasta biblioteca na casa de seu patrão e percebeu o que poderia fazer para ajudar o filho. Assim, seu irmão e ele foram obrigados a ir à biblioteca ler dois livros por semana ao invés de ficar em casa sentados esperando as coisas acontecerem. Ben se encantou pelo mundo da literatura passando a ser um leitor assíduo.

O que ninguém esperava era que ele se tornasse um neurocirurgião reconhecido mundialmente. O filme é marcado por cenas fortes e emocionantes. Fiquei encantada com a interpretação de Kimberly Elise. Ela faz a personagem da mãe de Ben.

O que mais me chamou a atenção era a maneira como ela conduzia os filhos. A serenidade no olhar e nas atitudes e ao mesmo tempo a determinação e firmeza. A maneira de encorajar e mostrar a capacidade e o potencial de cada um é fantástico. Mesmo os pequenos resultados ela valorizava e incentivava ainda mais. Tudo isso regado a uma paciência admirável. Ela não sabia ler, mas esse fato não impediu que os orientasse de uma maneira grandiosa que nem mesmo os filhos percebiam que a mãe não sabia ler. Ela buscava alternativa para que eles mesmos superassem suas dificuldades.

Quando Ben se tornou um neurocirurgião reconhecido mundialmente e se via sem saída quando se deparava com algum caso novo a mãe sempre aparecia em seus pensamentos lembrando que ele trazia o mundo guardado na cabeça. Ele só precisava acreditar e seguir em frente.

Como faz diferença na vida de uma criança quando ela é acompanhada com amorosidade, confiança, determinação e incentivo. Não precisa ser mestra nem tão pouco cobri-la com coisas materiais para mostrá-la o quanto é importante, amada e principalmente demonstrar confiança e fazê-la enxergar o grande potencial que tem.

O filme é um incentivo para quem quer buscar seus sonhos, pois mostra que por mias difícil que seja a realidade você pode mudá-la. Só precisa querer de verdade e acreditar no potencial que traz dentro de si.

A Arte de conseguir o que quer

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Sempre digo cuidado com o que pedes, pois pode tornar-se realidade. Conseguir o que quer é uma arte que está ao alcance de todos, mas poucos realizam seus sonhos. Isso não quer dizer que não seja merecedor ao contrário todos tem os mesmos méritos, mas poucos acreditam que irão conseguir e dos que acreditam muitos não têm a persistência, a determinação, a coragem a ousadia de tentar quantas vezes for necessário.

A maioria idealiza, planeja, mas não passa disso não colocam em prática. Os que começam desistem quando surgem as primeiras dificuldades. Aí passam o resto da vida se lamentando e afirmando que nada de bom acontece que a vida não foi justa, que não é merecedora porque tentou e não conseguir. Passa a se sentir um pobre coitado e que a vida está em débito para com ela.

É muito mais fácil e cômodo procurar um culpado que assumir a responsabilidade pelo próprio fracasso.

Claro que nem tudo é um mar de rosas sempre, e que alguns tem mais dificuldades que outro isso é fato, mas não quer dizer que não sejam capazes. Problema todos tem, a dor chega para todos. A diferença é como cada um vai reagir aos acontecimentos. Você pode ser agarrar ao sofrimento e fazer dele seu aliado ou tirar o aprendizado que a vida está te trazendo para que você mude de atitude.

Quando você muda de atitude sua energia e sentimentos também mudam e os resultados começam a mudar também. Se você continua fazendo a mesma coisa sempre os resultados serão sempre os mesmos.

Então se quer ter resultados diferentes comece a mudar sua atitude, porque “a vida só se dá pra quem se deu”.

Reinvente-se

“Pessoas coerentes e previsíveis provocam uma admiração relativa e muito sono: gosto das que nos surpreendem e deslumbram, e quanto mais diferente de nós, melhor.”
Martha Medeiros

Lucidez demais deixa o ser humano engessado, sem criatividade, sem brilho no olhar, sem vida mesmo. É como diz Martha Medeiros: dá muito sono. Gosto de pessoas que estão sempre buscando algo novo, que acredita no potencial que tem e que vai atrás dos seus sonhos, não importa o quão difícil pareça ser.

Sair da rotina de vez em quando viver novas experiências, se permitir ser criança de vez em quando dá um colorido especial à vida. Não é porque nos tornamos adultos que temos que ser pessoas sérias o tempo todo, estar sempre preocupado ou correndo de um lugar para o outro para dá conta de tudo.

Chutar o pau da barraca de vez em quando faz muito bem. Realizar suas fantasias, não deixar para depois, pois este, nunca chega. Nem sempre as coisas dão certo na primeira ou segunda vez. E daí? Continue tentando. Que graça teria se tudo desse sempre certo? Cairíamos no marasmo, pois tudo seria previsível demais. A beleza da vida está em não saber como será o amanhã.

Faça valer a pena cada dia, cada minuto, cada segundo da sua vida. Feche os olhos respire fundo e agradeça por ter a oportunidade de poder recomeçar, de fazer diferente, de trilhar novos caminhos, de perdoar, de renovar a esperança com o nascer de um novo dia.
Sorria, chore, brigue, cante, dance, corra, recomece, tente quantas vezes for necessário só não desista de viver. A vida é curta demais para ser desperdiçada.